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domingo, 25 de maio de 2014

Desafio - A Poem a Day


Há uns dias, passeando pela internet, encontrei esse projeto/desafio super legal! Pelo o nome dá pra ter uma noção do que se trata, né?
O desafio "Poem a day" consiste em escrever, durante o mês de junho, um texto por dia de qualquer gênero - poesia, crônica, conto - sobre os temas determinados por Vanessa Chanice, que criou o projeto.


O objetivo desse projeto é estimular a criatividade e divulgar os escritores da blogosfera :D
Os textos vão ser postados no grupo do Facebook e ao final de cada dia, a Vanessa irá selecionar 3 melhores textos!

Saiba mais sobre o projeto aqui.

E aí, o que acha de eu postar um texto por semana? Escreva um comentário com sua opinião ;)

quinta-feira, 28 de junho de 2012

A garota e o balé


Ela dançava e fazia isso com perfeição. Dava corpo e alma a isso.
Descobrira a dança por meio dos livros. Enquanto escrevia e lia, imaginava como seria voar como uma borboleta. Diziam-na que era essa a sensação.
 E dançar era mais uma forma de se expressar. Todas as dores, mágoas, angústias, medos... E também felicidade, amor, amizade...
 Mais poucos lhe elogiavam. Diziam-na que dançar era algo inútil, assim como a disseram há uns dias atrás quando ela estava escrevendo um de seus poemas sobre as lindas flores que havia visto, em um jardim, não muito longe dali.
 Há uns anos atrás aquilo era só um sonho. Todos diziam que não daria certo. Na verdade, ela dizia isso para si mesma, mas, ao mesmo tempo, não tinha muito apoio. Ela não tinha amigos. Quer dizer, apenas a máquina de escrever, os livros e as flores, que por muito bastaram. Mas ela queria mais. Já tinha muitos amigos que não eram, hum, humanos.
 E o corpo dela se tornou como música, como palavras. Mas, aprendera a dançar sozinha. Ninguém nunca a ajudou. Era mais uma bobagem. Os sentimentos dela, para os outros, era bobagem. Não importava se era um sorriso ou uma lágrima. Coisas de criança.
 Mas ela amadureceu, mas seus sentimentos continuaram. Sua escrita estava melhor, sua dança estava melhor, seus desenhos estavam melhores. Mas, ainda assim não tinha amigos. Não importava o que ela era, mas sim a aparência. Ela estava abandonada nesse mundo de adultos cruéis.
 Um vez, escrevera sobre eles. Ficava pensando pra que os adultos serviam. E chegou a uma conclusão: destruir sonhos. Mas, cansou de escrever sobre monstros. Dava muito trabalho escrever uma coisa que ela não era. Ao contrário, ela era os sonhos em pessoa.

Escrito por Taiane.

De lagarta à borboleta


 
Aquela borboleta já foi uma lagarta. E os humanos tinham nojo dela, nojo. Era apenas uma lagarta. Comendo folhas.
De vez em quando, ela queimava alguém. Era o mínimo que fazia para se defender. Mas depois disso, chorava. Não gostava de machucar ninguém.
E os humanos ainda tinham nojo dela, nojo. Até que um dia, a borboleta entrou numa casa. Desconhecida, mas que era feita por ela mesma.
A casa foi um abrigo. Ela teve tempo para si mesma. Pensou na vida... Leu três ou quatro livros. Escreveu dois poemas. Chorou, sorriu, consigo mesma. Se isolou um pouco do mundo, e isso fez bem para ela.
Um belo dia, acordou com um par de asas. Eles já estavam crescendo antes, mas estava muito focada em chorar, e não viu as coisas boas que lhe aconteceram. Eram par de asas azuis. Lindas asas azuis.
E ela voou, para longe, bem longe dos humanos que antes, lhe achavam algo desprezível. Mal sabia que ela, agora era invejada e apreciada por todos.



Escrito por Taiane.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

A garota


E era movida por palavras. Vivia somente por isso. Ela não tinha casa, nem família, nem direção. O que a restava era sua máquina de escrever, algumas folhas e um coração, que fora machucado uma vez, mas jurara a si mesma que nunca, nunca iria se machucar de novo. E escrevia. Ela escrevia sobre amor, ódio, tristeza, solidão. Seria uma ótima bloggueira, se tivesse a oportunidade. Era a garota do futuro prendida ao passado. Vestia roupas estranhas e sapatos considerados "ultrapassados". Mas era o jeito dela. O jeito doce, puro e feliz. Quase feliz.
Sabe, ela gostava de flores. Pequenas, grandes, bonitas, cheirosas, brancas, vermelhas, em botão, murchas, desenhadas por ela mesma. Eram flores. Mas a vida não se resume só a isso.
Andava por estradas consideravelmente sujas, não tinha direção. Andava procurando por inspiração. As vezes, rabiscava duas ou três palavras numa folha de papel meio amassada, mas tinha cuidado ao escrever, para a tinta não acabar. Ela ainda não tivera a sorte de achar uma pena por aí.
Uma vez, teve a quase sorte de encontrar uma bicicleta. Mas ouvira alguém gritar algo como "Isso é meu!" e logo depois "Burra!". Mas ela não entendia essas palavras. Nunca tivera nada, e não criticava a ninguém. Na verdade, ela era criticada por pessoas ricas por não estar na moda, ou algo assim.
Chorou umas vezes, sobre a relva. E a máquina de escrever registrava tudo. Desde o choro até o adormecimento da "Bela". Mas não lhe davam crédito. Suas histórias pareciam tolas de mais  para aqueles sábios ou sei lá o que. Disso ela não entendia. Na verdade, não entendia nada. Só sabia escrever. Escrever sobre seus sentimentos. E era julgada por isso também, por alguns, por pensar com o coração. Mas era mentira, ela pensava antes com a mente, para agir com o coração.E fechava os olhos, só para sonhar um pouco. Sonhar que tinha uma família de verdade, que tinha amigos de verdade, que tinha um amor de verdade. E adormecia. Em qualquer lugar, não tinha paradeiro. E logo depois "Ops, como sonhei!". E se machucava mais um pouco. Teve um dia que sonhou que as pessoas lhe entendiam. Mas, logo depois, acordou. Tinha caído do banco do parque. E se machucou, tanto por fora, quanto por dentro. Seus joelhos ralaram, mas seu coração estava despedaçado. Tudo que sonhara era mentira. Tudo, tudo. 

Escrito por Taiane.