terça-feira, 15 de outubro de 2013

Resenha - Passarinha




PassarinhaTítulo: Passarinha (Original: Mockingbird).
Autora: Kathryn Erskine.
Editora: Valentina.
Páginas: 224.

Sinopse: No mundo de Caitlin, tudo é preto e branco. Qualquer coisa entre um e outro dá uma baita sensação de recreio no estômago e a obriga a fazer bicho de pelúcia. É isso que seu irmão, Devon, sempre tentou explicar às pessoas. Mas agora, depois do dia em que a vida desmoronou, seu pai, devastado, chora muito sem saber ao certo como lidar com isso. Ela quer ajudar o pai – a si mesma e todos a sua volta –, mas, sendo uma menina de dez anos de idade, autista, portadora da Síndrome de Asperger, ela não sabe como captar o sentido. Caitlin, que não gosta de olhar para a pessoa nem que invadam seu espaço pessoal, se volta, então, para os livros e dicionários, que considera fáceis por estarem repletos de fatos, preto no branco. Após ler a definição da palavra desfecho, tem certeza de que é exatamente disso que ela e seu pai precisam. E Caitlin está determinada a consegui-lo. Seguindo o conselho do irmão, ela decide trabalhar nisso, o que a leva a descobrir que nem tudo é realmente preto e branco, afinal, o mundo é cheio de cores, confuso mas belo. Um livro sobre compreender uns aos outros, repleto de empatia, com um desfecho comovente e encantador que levará o leitor às lágrimas e dará aos jovens um precioso vislumbre do mundo todo especial dessa menina extraordinária.
                                            
 
O livro é narrado por Caitlin, que é autista, mas não sabe disso. Ela não gosta da frase "Vamos Conversar Sobre Isso" e usa letras maiúsculas em palavras que julga importantes, como "Coração". Ela ama minhocas de gelatina e cada vez que diz algo educado como "Obrigada", "Não há de quê", recebe um adesivo por Sua Educação.

Mas Devon, irmão de Caitlin, foi assassinado e desde esse dia, que Caitlin nomeou como "O Dia Em Que Nossa Vida Desmoronou", ela tem que lidar com isso.
Ela sempre olha para o armário de madeira inacabado de seu irmão. Ela deve conviver com as lembranças um tanto distantes mas tão vívidas de quando seu irmão estava com ela, apoiando-a, protegendo-a. 
Seu pai está desnorteado com a perda e a única pessoa que a ajuda é a terapeuta da escola, Sra. Brooks. Com ela, ela entende o que é finesse, empatia e ser amigo de alguém, pois sempre foi difícil cultivar amizades, já que seus colegar a acham esquisita.
Um dia, ela lê o significado da palavra "Desfecho" no dicionário e é isso que ela está determinada a buscar; tanto pra ela e para seu pai quanto para seu novo amigo Michael.

                                                               
 Devo dizer que esse livro realmente me tocou. Ele trata de assuntos profundos de maneira simples, aos olhos de uma menina de 10 anos. Uma narrativa leve e ao mesmo tempo penetrante, daquelas que a gente não se esquece tão cedo. Acho que todos nós deveríamos aprender um pouco mais sobre a vida, o respeito e o amor com a Caitlin.
A diagramação do livro é ótima e a capa é simplesmente encantadora! O título é furta-cor, dando um contraste à imagem da menina da capa, em preto e branco.
As folhas são amareladas e no começo de cada capítulo tem um desenho de passarinhos em cima das páginas.
Eu dou 5 (ou mais) estrelas nesse livro!
Quote:

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Saraiva.com.br Siciliano Submarino Livraria da Travessa Livraria Cultura

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E aí, quem já leu ou ficou com vontade de ler?






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segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Entrevista - Cora Harrison









A Cora Harrison é muito atenciosa comigo e com todos seus leitores. Ela nos disse que o livro dela "Jane Austen stole my boyfriend", continuação de "Eu fui a melhor amiga de Jane Austen" será publicado no Brasil pela editora Rocco e ainda deu dicas para quem quer ser escritor. Confira abaixo:
T- Quando você começou a escrever?  C- Eu costumava querer ser autora quando eu tinha uns dez anos de idade, mas depois esqueci disso até que eu me aposentei do meu trabalho como professora. Eu tive uma doença muito grave e foi, ao passo que me recuperava, que eu comecei a escrever para passar o tempo. Eu tive sorte o suficiente para conseguir uma editora para o primeiro livro e, em seguida, passei a escrever outros - em breve vou ter alcançado 50 livros publicados!
T- Qual foi sua inspiração para escrever o livro "Eu fui a melhor amiga de Jane Austen"? C- Eu me inspirei para escrever "Eu fui a melhor amiga de Jane Austen" quando eu encontrei um livro das histórias que Jane escreveu quando adolescente. Essas histórias pareciam mostrar um sentimento maravilhoso de diversão que me inspirou à descrever sua personagem como divertida e cômica.
T- Recentemente ficamos sabendo que seu livro "Jane Austen stole my boyfriend" (tradução livre: "Jane Austen roubou meu namorado"), vai ser publicado no Brasil. Como você se sentiu ao ouvir isso? Você gostaria de vir ao Brasil? C- Eu fiquei muito animada quando soube que "Jane Austen stole my boyfriend" iria ser publicado no Brasil - em primeiro lugar, porque eu sabia que eu tinha uma grande fã (chamada Taiane) naquele país e em segundo lugar porque o Brasil é um país empolgante, que eu gostaria de visitar algum dia. Eu amaria muito ver as maravilhosas praias e florestas tropicais.
T- Que mensagem você procurou passar em seus livros? C- A mensagem que eu queria passar em meus livros sobre Jane Austen é, em primeiro lugar, a escritora maravilhosa que ela é - seus livros e os personagens em si são tão relevantes hoje em dia como há duzentos anos. Em segundo lugar, para permitir que outros compartilhem o meu amor pela história - para dar a outros a oportunidade de mergulhar no passado.
T- O que você diria pra quem quer ser escritor? C- que eu diria para quem quer escrever é perseverar - não é fácil escrever um livro inteiro, mas a menos que você faça um pouco todos os dias - ou a cada fim de semana - você não vai conseguir. Em segundo lugar ouvir atentamente pessoas conversando e fazer pequenas anotações, talvez, de coisas que eles dizem que mostram a sua personalidade. Acho que o melhor conselho que eu posso dar à um aspirante a autor é imaginar (ou mesmo escrever) o seu final antes de você se permitir começar o primeiro capítulo.
T-Qual o estilo de livro você gosta de ler? C- Eu amo ler romances históricos.
T- Qual é a parte mais difícil e a mais edificante de ser escritora? C- A parte mais difícil de ser um romancista é esperar para ouvir se o seu editor gosta ou não do seu livro. A parte mais gratificante é quando chega aos 75% de escrita do seu livro. O último trimestre é como descer de bicicleta uma ladeira - é muito rápido.
Tem alguma dúvida, pergunta ou quer enviar sua história para a Cora? É só acessar:



domingo, 6 de outubro de 2013

Música - Babi Mendes (Short Stories)

Bárbara Mendes começou a cantar com 14 anos e estudou canto popular em conservatórios santistas e, desde cedo, mostrava interesse por jazz, blues, bossa nova e R&B. A música norte-americana sempre foi sua maior influência, mas tem Tom Jobim, Chico Buarque e Milton Nascimento como grandes fontes de inspiração na música popular brasileira.
Seu novo cd, “Short Stories”, é uma coletânea de canções compostas por Babi entre os anos de 2003 e 2010. O jazz e o blues se misturam servindo de pano de fundo para cada canção. Elas contam pequenas histórias, por isso “short stories”, ou “contos” em inglês. Babi Mendes é jornalista, professora de inglês e português, mas o que mais gosta de escrever não é notícia, nem literatura, mas canções.

“Estou muito realizada com esse projeto. Não só pelo fato de cada canção me transportar para um momento bem específico da minha vida, mas pelo fato delas terem tomado corpo de maneira tão surpreendente. Sou eternamente grata aos músicos que participaram desse projeto e não imaginava que o conjunto fosse resultar numa obra tão sólida, verdadeira e original. Jazz é o gênero da fusão, das misturas, e foi bem esse o clima das gravações: todos acrescentaram idéias, imprimiram seus estilos e deram vida às músicas”, conclui.

Ella Fitzgerald, Billie Holiday, Betty Carter e Nina Simone são referências no trabalho desenvolvido por Babi, assim como as cantoras contemporâneas Norah Jones, Diana Krall, Diane Schurr, Jane Monheit e Karrin Allyson. No repertório, desde 2003, quando retomou sua atividade como cantora em Santos, estão standards de jazz de compositores como Duke Ellington, Nat King Cole, Benny Goodman, George e Ira Gershwin, Louis Armstrong e Cole Porter.

“Enquanto eu amar igualmente o canto e a escrita, outros como esse podem surgir...” (Babi)

Você pode ouvir as músicas no site:
www.babimendes.com.br
E baixar o álbum de graça aqui:
http://www.amusicoteca.com.br/?p=3518

Contato:
fone: 11 949807710
email: contato@babimendes.com.br




sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Resenha - Escola do medo

Título: Escola do Medo - Livro 1. (Original: School of Fear - Book 1).
Autora: Gitty Daneshvari.
Editora: Rocco - Jovens Leitores.
Páginas: 350.
Sinopse: Madeleine Masterson tem medo de insetos, especialmente de aranhas; Theodore Bartholomew morre de medo de morrer; Lulu Punchalower não suporta espaços fechados; e Garrison Feldman tem pavor de águas profundas. O que os quatro têm em comum? Enviados para um curso de verão na exclusiva e misteriosa Escola do Medo, eles terão que enfrentar os métodos nada ortodoxos da instituição para erradicar os medos mais pavorosos das crianças.
Todo mundo tem medo de alguma coisa. Pode ser ser uma coisa esquisita. Eu tenho medo/pavor/nojo de pombos, por exemplo. E é claro que, por isso, faço coisas para evitá-los. E e isso que os nossos "heróis" da história fazem, porém de um jeito muito radical do que uma pessoa normal. Madeleine tem medo de insetos e por isso usa um véu, anda com vários repelentes e precisa ter certeza que os lugares que frequenta foram dedetizados recentemente. Theodore tem medo da morte e por isso é super-protetor com sua família, mandando sms a cada cinco minutos pra saber se eles ainda estão vivos e se tortura pensando nas mil possibilidades de morrer. Lulu, parece valente, porém tem claustrofobia e não entra de jeito nenhum em elevadores os qualquer lugar que não tenha janelas. Garrison é um atleta e também parece ser super corajoso, e é, desde que não fale sobre ou veja um lugar com muita água. Quando vê o mar, piscina, lagos, rios, começa a suar o que faz sua fobia ficar pior por parecer realmente que está se afogando. Por isso, cada um, ao seu modo encontra a Escola... (Por favor, isso é sigiloso, não conte a ninguém!)... a Escola do Medo dirigida pela senhora Wellington, uma mulher um tanto peculiar. Ela, ex-miss, usa roupas estranhas, mora em um lugar estranho, tem maquiagem estranha e métodos de  ensino estranhos. 
Após alguns dias na Escola do Medo eles acham que vão sair de lá do mesmo jeito - ou pior - do que entraram. Porém, ainda não sabem que a reviravolta dessa história fará com que eles saiam de lá mais unidos e um pouco menos medrosos que antes.
A primeira coisa que devo dizer sobre esse livro é que ele é infanto-juvenil. Então, pra quem gosta de histórias profundas, esse livro não é pra você. Mas se livros divertidos para passar o tempo e te fazer rir um pouco te agradam, você com certeza vai gostar desse livro. Indico também pra crianças na faixa etária de 8 à 11 anos. Com certeza esse livro as fará gostar de ler.
Eu gostei muito da escrita da autora. Algumas características me lembraram de longe o Lemony Snicket. Os personagens peculiares, situações criadas foram muito bem moldadas e o final é bem surpreendente para crianças. É claro que, pra quem lê muito, quem é mais velho e tudo o mais, vai achar o final um tanto esperado, mas o livro é destinado pra crianças.
A capa dele é linda e as ilustrações também. Amei que a editora manteve a capa original.
Eu achei legal que no começo de cada capítulo ela colocou o nome dos medos por aí a fora. Por exemplo, você sabia que "Hipopotomonstrosesquipedaliofobia" é o medo de palavras grandes? (haha)
Enfim, indico esse livro pra todo mundo que quer passar o tempo e rir das aventuras desses quatro amigos :)
Ah, fiquei sabendo que a editora Rocco lançou o segundo da série que se chama "A classe não está dispensada" e que o primeiro livro vai virar filme! Espero que seja tão divertido quanto o livro.

Compre o livro:
  
  
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Autora:
Gitty Daneshvari

Quero pedir desculpas por ter sumido do blog! Mas não abandonei vocês, ok? É porque essas semanas tem sido uma correria só, com provas na escola, mostras culturais, entre outros que tem me privado de ler o quanto eu gostaria. E de postar também. Mas quero avisar que o blog terá várias novidades mais pra frente :)


Beijos,
Tai.






quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Orelha de Livro - A rede social para leitores

O que é o Orelha de Livro?


O Orelha de livro é a rede social para quem adora livros. Um lugar onde os usuários podem cadastrar todos os livros que já leram, estão lendo e querem ler. Fica tudo ali guardado na biblioteca, com as suas avaliações e o seus comentários.
Além disso, no Orelha de livro os usuários interagem com todos os seus amigos do Facebook e encontram pessoas que tenham o mesmo interesse pela leitura que eles. Graças ao Feed, eles ficam atualizados com todos as atividades de seus amigos e das pessoas que segue, e podem também agora, acompanhar os posts de seus blogs favoritos. Já tem mais de 90 mil usuários e é hoje, sem dúvida, o lugar ideal para os amantes da literatura.
Clique aqui e cadastre já o seu primeiro livro.

                                                

Ao visitar um dos blogs que eu sigo, deparei com um post falando sobre o site Orelha de Livro e decidi entrar. Gostei logo de cara! Amei o layout do site e ele é super fácil de usar. 
Não esqueçam de me adicionar aqui e para receber os últimos posts do blog, o adicione aqui.

Espero que tenham gostado!

Beijos,
Tai.


Resenha - A Seleção



Título: A Seleção. (Orginal: The Selection).
Autora: Kiera Cass.
Editora: Seguinte.
Páginas: 368.

Sinopse: Para trinta e cinco garotas, a “Seleção” é a chance de uma vida. Num futuro em que os Estados Unidos deram lugar ao Estado Americano da China e mais recentemente a Illéa, um país jovem com uma sociedade dividida em castas, a competição que reúne moças de dezesseis e vinte anos de todas as partes para decidir quem se casará com o príncipe é a oportunidade de escapar de uma realidade imposta a elas ainda no berço. É a chance de ser alçada de um mundo de possibilidades reduzidas para um mundo de vestidos deslumbrantes e joias valiosas. De morar em um palácio, conquistar o coração do belo príncipe Maxon e um dia ser a rainha.
Para America Singer, no entanto, uma artista da casta Cinco, estar entre as Selecionadas é um pesadelo. Significa deixar para trás Aspen, o rapaz que realmente ama e que está uma casta abaixo dela. Significa abandonar sua família e seu lar para entrar em uma disputa ferrenha por uma coroa que ela não quer. E viver em um palácio sob a ameaça constante de ataques rebeldes.
Então America conhece pessoalmente o príncipe. Bondoso, educado, engraçado e muito, muito charmoso, Maxon não é nada do que se poderia esperar. Eles formam uma aliança, e, aos poucos, America começa a refletir sobre tudo o que tinha planejado para si mesma — e percebe que a vida com que sempre sonhou talvez não seja nada comparada ao futuro que ela nunca tinha ousado imaginar.

Resenha: Illéa, que antes era os Estados Unidos, agora é dividido em castas. As castas vão de 1 à 8, sendo 1 a realeza e a 8 a mais pobre. America Singer é da casta 5, uma artista. Ela canta e toca vários instrumentos, porém sua família tem muitas dificuldades financeiras, já que o trabalho depende das datas comemorativas. 
Quando a carta real chega na casa de America, sua mãe está convencida em fazer sua filha participar da Seleção, em que várias meninas vão para o palácio para que o príncipe Maxon escolha entre elas, sua esposa. 
Mas não é isso que ela quer. America tem um namoro escondido com Aspen, da casta 6, e esse é um dos motivos para não querer participar da Seleção. Porém, Aspen diz querer o melhor para America, o que ele nunca poderia dar - uma condição boa. Se ela se inscrevesse sua família receberia dinheiro. Então, depois de brigar com Aspen ela decide participar, mesmo achando que não será selecionada.


Eu gostei muito do livro! É uma distopia, mas não é tão emocionante como Jogos Vorazes e Divergente, porém eu super recomendo a leitura, ainda mais pra quem gosta de histórias de princesa, etc.
Dica: não compre apenas A Seleção, aproveite e compre A Elite junto, vai por mim. Porque quando você acabar de ler A Seleção, com certeza vai querer saber o que acontece rsrs

Beijos,
Tai.