domingo, 31 de março de 2013

Entrevista com Samanta Holtz

1. Qual foi sua inspiração para escrever "O Pássaro"?

A primeira “sementinha” de O Pássaro nasceu nas aulas de História do Ensino Médio. Achava a Idade Média inspiradora e admirava o sistema do Feudalismo – os vassalos, os senhores feudais, as damas... minha mente ia longe, ficava imaginando como seria a vida de uma garota que, nessa época, fosse contra as convenções da sociedade. Como seria viver um amor proibido e um sonho tão ambicioso em tempos tão difíceis, para as mulheres... Aí, sem saber, fui moldando a personagem Caroline, seus dramas, seus sonhos e sua história!

2. Recentemente, tivemos a ótima notícia que seu livro "Quero ser Beth Levitt" será publicado. O que esse livro trata? É do mesmo estilo que "O Pássaro"?

Sim!! Estou feliz demais! A produção já está chegando ao fim e, em breve, ele deve chegar às livrarias.
Enquanto “O Pássaro” é um romance de época, “Quero ser Beth Levitt” é contemporâneo. Fala sobre uma jovem bailarina chamada Amelie Wood. A garota perdeu os pais muito cedo e, desde então, vive em um abrigo de meninas. Em seu décimo oitavo aniversário, ela deixa o lugar onde viveu toda a adolescência para enfrentar o mundo em busca dos seus sonhos, levando consigo seu bem mais precioso: o velho exemplar do romance que sua mãe lia para ela, na infância. "Doce Acaso" contava a história de Beth Levitt, uma jovem que, como ela, amava o balé e via sua vida mudar ao conhecer o príncipe Edward. Ao soprar as velas, Amie não tem dúvida quanto ao pedido: Quero ser Beth Levitt!
A partir de então, sua vida passa por grandes surpresas e reviravoltas... que eu espero que encantem os leitores!!!

3. Quando começou a ter a vontade de escrever seu próprio livro?

Escrevo desde muito nova, desde histórias em quadrinhos, poesias, reflexões... O livro propriamente dito começou na adolescência, aos 14 anos. Comecei uma história no final de um velho caderno e imaginei que resultaria em um conto ou algum texto mais curto. Por fim, a história cresceu tanto que, quando vi, as páginas do caderno haviam acabado e ainda tinha muita coisa para acontecer. Foi um romance escrito sem querer! (risos) Desde então, não parei mais!

4. Quando começou sua paixão por leitura?

Aprendi a ler com um gibi do Mauricio de Souza. Minha mãe ou minha irmã mais velha que liam para mim, mas minha vontade de entender as historinhas era tão grande que, certo dia, quando vi, eu estava lendo! Tinha cinco anos e ainda não tinha entrado para a escola, então, foi um grande orgulho.
Aos dez anos, mais ou menos, comecei minha paixão por romances. Foi em uma feira do livro da minha escola, quando comprei dois livros muito fofos: “Ensaio de um beijo” e “Meu primeiro namorado”, ambos da “Coleção Primeiro Amor”. Eles foram minha porta de entrada para os romances!

5. Sua família te incentiva a escrever?

Demais! Eles sempre souberam dessa minha paixão e, desde o começo, me incentivaram a jamais desistir. Comemoram comigo todas as conquistas, todas as vitórias e me ajudam a encarar os momentos difíceis. São minha inspiração, meu porto seguro!!!

6. Qual foi a mensagem que você quis passar para seus leitores pelo seu livro?

Em “O Pássaro”, trato a questão da persistência na busca por um sonho, de ser forte perante as dificuldades e em como nossos sonhos podem evoluir, transformando-se em algo muito maior do que sonharíamos. Também mostra a importância de sabermos fazer escolhas e como elas interferem não somente em nossa vida, mas também na de quem amamos.
Já em “Quero ser Beth Levitt”, creio que a mensagem mais importante seja a de jamais perdermos nossos valores e nossa bondade, mesmo que o mundo pareça um lugar sujo. Que é possível, sim, alcançarmos nossos sonhos e metas sem puxarmos o tapete de ninguém!

7. Qual foi a sua maior dificuldade para publicar seus livros?

Creio que a mesma que a grande maioria dos novos autores enfrenta: conseguir a aprovação de uma boa editora e conquistar o meu espaço no meio editorial, entre os leitores. Foram anos enviando meus originais, tomando “nãos”, ficando sem resposta... porém, jamais desisti. E, quando finalmente consegui publicar, também veio a dificuldade de conquistar o coração e a confiança dos leitores. Enquanto somos anônimos, tudo é mais difícil. Mas vai melhorando, desde que trabalhemos duro e dermos o nosso melhor!!!

8. Qual é a sua dica pra quem quer ser escritor?

Em primeiro lugar, veja se é isso mesmo que você quer. Se você gosta de escrever por hobby, para passar o tempo, ou se gostaria mesmo de viver disso (ou parcialmente disso!). Afinal, ser escritor não é apenas ficar escrevendo; tem a divulgação, os eventos, as vendas, lidar com críticas negativas e positivas, responder os contatos dos leitores, dos blogueiros etc. É um trabalhão, e é preciso muito amor ao que fazemos para aguentarmos o tranco!!! (risos)
Quanto à conquista da publicação, não podemos nos deixar abater pelas dificuldades. Para a grande maioria dos novos autores, como em qualquer outra carreira artística, a porta de entrada é a mais difícil de ser aberta. No entanto, depois que a atravessamos, desde que saibamos nos colocar bem diante do público e das editoras e fazer um bom trabalho, as coisas acontecem com mais facilidade. Um “não” não significa que seu trabalho seja ruim; significa que tem muuuita gente querendo o seu espaço, e pode ser que ainda não seja a sua vez. Confie em Deus e que há o melhor momento para tudo; e continue fazendo a sua parte, ou seja, trabalhando e se esforçando. Quando olho para trás, agradeço cada “não” que recebi, pois hoje (e só hoje) vejo que, de fato, ainda não era o momento certo para eu conseguir. Claro, tenha um bom senso crítico, veja se realmente o seu dom está na escrita, o que você ainda precisa melhorar (pois sempre precisamos)... para isso, conte com o parecer de pessoas críticas e sinceras, que lhe darão pareceres sinceros sobre o seu trabalho. E PERSISTA!!!

9. O que você gosta de ler?

Sou bastante eclética! Gosto de ler romances, suspense, chick-lit... na verdade, todo bom livro me atrai, independentemente do tema :)

10. Quem é Samanta Holtz?
Eu sou uma pessoa positiva, gosto de acreditar sempre no melhor! Mesmo quando as coisas não saem como esperamos, confio na vontade de DEUS e me mantenho atenta para agarrar as oportunidades que Ele me traz. Amo os animais, a natureza e tendo a confiar demais nas pessoas (talvez porque eu própria seja incapaz de trair a confiança de alguém!). Amo livros desde que me entendo por gente, o que talvez se explique por eu ter nascido justamente no dia 23 de Abril, dia Mundial do Livro :)
Quero agradecer o espacinho que reservou para mim aqui em seu blog! E dizer aos meus leitores, amigos e parceiros que vocês são a minha razão de existir enquanto escritora... sem o carinho de vocês, as opiniões, as críticas e o incentivo, talvez eu não tivesse chegado até aqui. E espero ir muito mais longe, recompensando-os com trabalhos com qualidade cada vez maior!

Um beijo a todos!
Samanta Holtz

***
Nem é fofa, né gente?
Samanta, queria te agradecer muito por ter respondido às perguntas, por me dar atenção, me dar dicas!
Te desejamos muito sucesso com seus livros!
Beijão,
Taiane.

8 comentários:

  1. Querida Taiane

    Foi uma alegria responder essa entrevista para o seu blog!!! <3

    Obrigada pelo carinho!

    Um grande beijo,
    Samanta

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  2. Oi, realmente a Sam é uma fofa e merece todo o sucesso dos seus livros( já coloco no plural hehehe)
    Gostei do que ela escreveu sobre que ser escritor não é apenas ficar escrevendo...Eu acrescentaria: tempo e disposição para as pesquisas.
    Adorei.
    Beijinhos
    http://marlicarmenescritora.blogspot.com.br/

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    1. LivroS mesmo porque ela vai escrever muuuitos!
      Eu bem sei disso, meu livro está caminhando e realmente, tem que ter tempo, e muita, muita disposição para pesquisas. Ainda mais quando o livro se passa numa época que não é a nossa, como em "O Pássaro".
      Beijos,
      Tai.

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  3. Não conhecia a autora e nem o livro dela, adorei. ;) Ah, tô seguindo o blog.

    Um beijo, Karine Braschi.
    Geek de Batom.

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    1. Que bom que gostou :D Obrigada, flor!
      Beijos,
      Tai.

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  4. Amei a entrevista! Nunca tinha ouvido falar do livro, nem da autora, mas foi interessante.
    Autores nacionais, avante! o/

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    1. Os nacionais arrasando haha! o/
      Beijos,
      Tai.

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